Morre Luís Alberto aos 91 anos e deixa um legado de mais de seis décadas na representação

Morre Luís Alberto aos 91 anos e deixa um legado de mais de seis décadas na representação

Luís Alberto morreu aos 91 anos, na noite de quinta-feira, 25 de setembro de 2025, deixando uma carreira com mais de seis décadas dedicada ao teatro, à televisão e ao cinema. A notícia foi confirmada pela Casa do Artista, instituição onde o ator viveu nos últimos anos e que o recordou carinhosamente como “o Menino Luís”.

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Natural de Lisboa, Luís Alberto chegou à representação inicialmente de forma inesperada. Começou por fazer teatro amador na Sociedade Guilherme Cossoul e, posteriormente, entrou no circuito profissional pela mão de Amélia Rey Colaço. Frequentou também o Conservatório Nacional, numa demonstração da importância que atribuía à formação artística.

A sua estreia profissional aconteceu em 1962, com “O Morgado de Fafe”. Ao longo da carreira teatral, participou em diversas produções, entre elas “Desperta e Canta”, “Todos Eram Meus Filhos”, “O Tempo e a Ira” e “O Render dos Heróis”. Em 2003, recebeu o Globo de Ouro da SIC para Melhor Ator de Teatro pela interpretação em “Copenhaga”.

A televisão tornou-se igualmente uma parte importante do seu percurso. Luís Alberto estreou-se no pequeno ecrã em 1965, numa adaptação de “Os Apaixonados”, de Carlo Goldoni. Nas décadas seguintes, integrou produções como “Zé Gato”, “Sim, Sr. Ministro”, “As Aventuras do Camilo”, “Todo o Tempo do Mundo”, “Jardins Proibidos”, “Inspector Max” e “Conta-me Como Foi”.

O ator também passou pelo cinema, participando em filmes como “Dom Roberto”, “As Ruínas no Interior”, “A Santa Aliança”, “A Fuga”, “Longe da Vista” e “A Bomba”. A diversidade do seu trabalho permitiu-lhe construir uma presença constante no panorama artístico português durante várias gerações.

Luis Alberto qua đời ở tuổi 91.

Em 2022, numa entrevista a Daniel Oliveira no programa “Alta Definição”, Luís Alberto revelou que enfrentava uma doença degenerativa. Na altura, explicou que já não tinha a mesma energia física e que lhe tinha sido indicada uma cirurgia, que decidiu não realizar.

A Casa do Artista despediu-se do ator recordando as inúmeras interpretações que deixou no teatro, na televisão e no cinema. “Gratos pelo legado que nos deixa. Até sempre, Menino Luís”, escreveu a instituição, numa homenagem a uma carreira longa e profundamente ligada à história da representação em Portugal.