⚖️ “A VERDADE TEM DE SER REVELADA”: Família de Mónica Silva exige julgamento público para descobrir o que aconteceu com a grávida da Murtosa

⚖️ "A VERDADE TEM DE SER REVELADA": Família de Mónica Silva exige julgamento público para descobrir o que aconteceu com a grávida da Murtosa

A luta pela justiça continua forte para a família de Mónica Silva, a grávida desaparecida da Murtosa, e nesta quinta-feira, 12 de maio, a sua família reiterou o pedido para que o julgamento do homicídio seja realizado publicamente, após o Tribunal de Aveiro ter decidido que o processo aconteça à porta fechada. A decisão de manter o julgamento reservado foi um golpe para a família, que acredita que o caso deve ser completamente esclarecido diante de todos, sem qualquer tipo de censura.

Phiên tòa xét xử vụ án người phụ nữ mang thai ở Murtosa sẽ được tiến hành kín - CNN

Sandra Silva, irmã mais nova de Mónica, e Sara Silva, irmã gémea da vítima, não têm dúvidas de que a transparência é essencial para que a justiça seja feita. Ambas fizeram questão de deixar claro, durante uma entrevista ao Jornal de Notícias (JN), que a família já interpos um recurso na Relação do Porto, pedindo que o tribunal superior determine que as audiências sejam abertas ao público, como defendem. “Não desistiremos até descobrirmos a verdade e tudo o que se passou com a Mónica. Por isso estamos aqui e agora, já que estaremos sempre até ao fim”, afirmou Sara Silva, emocionada e determinada a esclarecer o que aconteceu com a sua irmã.

A tragédia aconteceu na noite de 3 de outubro de 2023, quando Mónica Silva desapareceu de forma misteriosa. Desde então, a busca pela verdade tem sido o principal objetivo da sua família. No entanto, apesar de terem sido feitas diversas investigações, o caso ainda não está completamente resolvido. A família de Mónica acredita que um julgamento aberto e público é fundamental para que todos os detalhes venham à tona. “Toda a nossa família quer este julgamento sempre aberto ao público e aos jornalistas, pois se há alguém que tem medo da verdade, não é a família da Mónica”, afirmou Sandra Silva. Ela destacou ainda que não há motivo para esconder mais nada, uma vez que a vida de Mónica já foi amplamente discutida publicamente. O julgamento, marcado para 19 de maio, será presidido pela juíza Diana Tavares Nunes e contará com a participação de jurados.

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O caso de Mónica Silva ganha ainda mais complexidade com o envolvimento de Fernando Valente, de 37 anos, o único acusado pelo homicídio da jovem. Valente, economista e empresário divorciado, está acusado de homicídio qualificado e, caso seja condenado, poderá cumprir uma pena de 12 a 25 anos de prisão. Além disso, depois de uma recente busca pela Polícia Judiciária de Aveiro ao apartamento onde Fernando Valente se encontra em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, o suspeito passou a ser investigado também por crimes de abuso sexual de menores. O seu julgamento, além de resolver o mistério em torno do desaparecimento de Mónica Silva, pode ainda trazer mais revelações chocantes à tona.

Enquanto aguardam a resposta da Relação do Porto sobre o recurso, a família de Mónica Silva mantém a esperança de que o julgamento será conduzido com total transparência, para que finalmente a verdade sobre o caso seja revelada e justiça seja feita para Mónica e seus entes queridos. A luta da família é um exemplo de resiliência e de determinação, e o apoio do público a essa causa tem sido imenso, com muitos portugueses se solidarizando com o sofrimento da família e exigindo que a justiça seja feita de forma clara e aberta.