O Instituto Politécnico de Santarém decretou três dias de luto académico após a morte de Maria Inês Paulos Serrazina, estudante de 23 anos, natural do Cartaxo, que frequentava a licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Saúde de Santarém. A notícia foi confirmada na segunda-feira, dia 8 de junho, através de uma nota oficial da instituição.

Em comunicado, o Politécnico de Santarém expressou “profunda consternação” e endereçou à família e amigos “as mais sentidas condolências, expressando a dor partilhada por todos os que com ela conviveram”. A nota destaca a memória de “uma jovem marcada pelo empenho, pela dedicação e pela presença sempre comprometida com o seu percurso académico”, sublinhando que “a perda de uma estudante é sempre uma perda irreparável para a comunidade”.
Maria Inês Serrazina tinha iniciado o seu percurso académico em 2020, tendo regressado à licenciatura de Enfermagem este ano letivo, em regime de reingresso. Para além do percurso universitário, esteve ligada ao Ateneu Artístico Cartaxense, onde foi aluna e monitora de ginástica.

Pessoal, sei que talvez não seja a melhor altura para falar sobre isto, mas sinto que preciso de o fazer.
Por favor, precisamos de guardar informação correta nas nossas cabeças.
O que ele fez não foi um ato de força. Foi o resultado de uma dor enorme, de desespero, de sofrimento e de falta de esperança. Força é enfrentar, viver, resistir, contornar as dificuldades, amar-se, cuidar-se e valorizar-se.
É essa a mensagem que devemos guardar e transmitir. Precisamos de mudar mentalidades e, quem sabe, salvar vidas.
Se todas as pessoas que passam por momentos difíceis desistissem, o que seria da humanidade?
Há uma expressão antiga que diz: “Eu dava a minha vida pelos meus filhos.” Mas será que algum filho ficaria feliz por perder um pai ou uma mãe? O verdadeiro amor não está em partir, mas em ficar e continuar a lutar, mesmo quando tudo parece difícil.
A vida não nos pertence totalmente; é um presente que nos foi confiado. O nosso dever é cuidar dela, valorizá-la e protegê-la.
Acreditem: muitas vezes, quem pensa em suicídio não quer realmente morrer. Está tão sufocado pela sua dor que não consegue ver outra saída. Não quer acabar com a vida; quer acabar com o sofrimento.
Por isso, é importante termos cuidado com a forma como falamos sobre estes assuntos. Não devemos associar o suicídio a força ou coragem.
Como alguém que já passou por pensamentos suicidas, afirmo: força é continuar a viver. Coragem é deixar o orgulho de lado e pedir ajuda. Coragem é aceitar ajuda quando ela nos é oferecida.
É essa a mensagem que devemos guardar e passar aos nossos.
Vamos mudar mentalidades. Vamos salvar vidas.