Tânia Laranjo responde a Daniela Santiago após “análise” ao direto da filha: “O que acho mais curioso…”

Tânia Laranjo responde a Daniela Santiago após “análise” ao direto da filha: “O que acho mais curioso…”

Tânia Laranjo voltou a estar no centro das atenções nas redes sociais depois de responder publicamente a uma crítica feita pela jornalista Daniela Santiago, relacionada com a cobertura televisiva dos incêndios em Vouzela e com a atuação de uma jovem repórter em direto no terreno.

A polémica começou após Daniela Santiago comentar um direto emitido pela CMTV, onde uma jornalista, visivelmente emocionada e em ambiente de grande tensão, acompanhava a evolução do incêndio. Na sua análise, a profissional da RTP considerou que o trabalho apresentado não correspondia ao rigor esperado em jornalismo informativo.

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“Acabei de ver um direto de uma jovem, cerca de 10 minutos, que não deu qualquer informação. Apenas dizia que nunca viu nada assim, visivelmente assustada, no meio do fogo. Fazer jornalismo não é isto”, afirmou Daniela Santiago, desencadeando debate no meio mediático.

A resposta não tardou a surgir por parte de Tânia Laranjo, jornalista da CMTV e mãe da repórter envolvida na cobertura, Francisca Laranjo. A jornalista recorreu ao Instagram para comentar as declarações e acabou por deixar uma reflexão mais ampla sobre o trabalho jornalístico em situações de crise.

Tânia começou por sublinhar a sua própria indignação perante a dimensão dos incêndios e o impacto nas populações afetadas, destacando a dificuldade de quem está no terreno a acompanhar acontecimentos tão intensos e imprevisíveis.

“A Daniela Santiago está indignada com a cobertura da CMTV aos incêndios e acusa o canal de sensacionalismo. Eu também estou indignada. Com os incêndios. Com as populações que, muitas vezes, ficam sozinhas a defender as próprias casas. Com quem perde tudo de um dia para o outro. No jornalismo, criticar o trabalho dos outros faz parte. Aceitar que a própria crítica também será escrutinada também”, escreveu.

Num segundo momento, a jornalista levantou uma questão sobre a presença dos profissionais mais experientes em coberturas deste tipo, defendendo que a visibilidade no terreno também deveria recair sobre nomes com mais anos de experiência.

“O que acho mais curioso é outra coisa: numa cobertura desta dimensão, onde andam os grandes nomes, os seniores, os mais experientes? Se são os que mais sabem, talvez também devessem ser os primeiros a dar a cara no terreno. Porque as lições de jornalismo têm sempre mais força quando são dadas com as botas cheias de cinza do que a partir da redação”, acrescentou.

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A publicação rapidamente gerou reações e abriu espaço para discussão sobre o papel do jornalismo em situações de emergência, o equilíbrio entre informação e emoção, e os limites da exposição em direto de repórteres em cenários de risco elevado.

Pouco depois, Daniela Santiago decidiu também responder na própria publicação, deixando claro que não se tratava de um ataque pessoal, mas sim de uma reflexão mais ampla sobre práticas jornalísticas.

“Cá estaremos. Em nada me assenta o comentário, estimada Tânia! As botas andam no terreno há 29 anos e meio, sem interrupções… Escrevo isto há anos. Não é um problema exclusivo de um canal. Este é um problema de todos nós, jornalistas. Fazer, questionar e ter a liberdade de falar, para fazer melhor (ou diferente). Bom trabalho!”, escreveu.

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O episódio acabou por ganhar dimensão nas redes sociais, com opiniões divididas entre quem defende a postura de Tânia Laranjo e quem considera pertinente a crítica de Daniela Santiago sobre os critérios editoriais em coberturas de situações de emergência.

Mais do que uma troca de opiniões entre duas jornalistas conhecidas do público, o caso acabou por levantar novamente o debate sobre o papel do jornalismo em cenários extremos, onde a fronteira entre informação, emoção e segurança dos profissionais no terreno se torna cada vez mais ténue.