Tribunal confirma indemnização a Mariana Fonseca por despedimento considerado irregular

Tribunal confirma indemnização a Mariana Fonseca por despedimento considerado irregular

Mariana Fonseca, condenada pelo homicídio e posterior desmembramento de Diogo Gonçalves, ocorrido no Algarve em 2020, vai receber uma indemnização de 30 mil euros da Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve. A decisão surge na sequência de um processo relacionado com o despedimento da antiga enfermeira, que os tribunais consideraram não ter cumprido todos os procedimentos legais exigidos.

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A ULS do Algarve recorreu da decisão inicial para o Tribunal da Relação de Évora, tentando reverter a sentença que atribuía a compensação financeira a Mariana Fonseca. No entanto, os juízes desembargadores mantiveram o entendimento da primeira instância e confirmaram o direito ao pagamento da indemnização.

O processo judicial relacionado com o despedimento analisou apenas a legalidade dos procedimentos adotados pela entidade empregadora, independentemente da condenação criminal de Mariana Fonseca. Os tribunais entenderam que a cessação do vínculo profissional não respeitou as regras previstas, levando à decisão favorável à antiga funcionária.

Mariana Fonseca foi condenada pelos crimes de homicídio e roubo relacionados com a morte de Diogo Gonçalves, num caso que teve grande impacto mediático em Portugal devido à violência dos acontecimentos. O processo envolveu também Maria Malveiro, então companheira de Mariana, apontada como cúmplice no crime.

O caso remonta a 2020 e gerou forte atenção pública durante a investigação e o julgamento. Maria Malveiro acabou por morrer em dezembro de 2021, enquanto se encontrava detida, tendo sido encontrada sem vida na cela onde estava presa.

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Apesar da gravidade dos crimes pelos quais Mariana Fonseca foi condenada, os tribunais distinguiram a questão criminal da questão laboral. A indemnização agora confirmada está relacionada exclusivamente com o despedimento considerado irregular e não com os factos que levaram à condenação penal.

A decisão final reforça que, mesmo em situações envolvendo condenações graves, as entidades empregadoras devem cumprir todos os procedimentos legais previstos quando tomam decisões disciplinares ou de despedimento. A compensação determinada pelos tribunais resulta, assim, da análise das regras laborais aplicáveis ao caso.