A RTP, Rádio e Televisão de Portugal, voltou a estar no centro da atenção pública após uma auditoria realizada pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF) à situação financeira da estação pública. A análise aos números da empresa deu origem a várias notícias sobre os valores pagos a alguns dos seus profissionais e cargos de direção.

Segundo informações divulgadas na imprensa com base no relatório da IGF, alguns dos rostos mais conhecidos da RTP surgem entre os profissionais com remunerações mais elevadas. Entre eles estão Fernando Mendes, apresentador de “O Preço Certo”, e Catarina Furtado, duas das figuras mais reconhecidas do canal público.
De acordo com os valores divulgados, Fernando Mendes estará entre os apresentadores mais bem remunerados da RTP, com um vencimento mensal a rondar os 20 mil euros. O apresentador conduz “O Preço Certo” há mais de duas décadas, sendo uma das figuras com maior ligação histórica ao canal.
Catarina Furtado surge também entre os nomes destacados, com uma remuneração mensal apontada de cerca de 15 mil euros. Vasco Palmeirim aparece igualmente na lista dos apresentadores com valores elevados, com um vencimento base de aproximadamente 10 mil euros, ao qual poderão acrescer outros valores relacionados com projetos realizados na estação.
O relatório da IGF revelou ainda que existem funcionários da RTP, incluindo diretores e jornalistas, com remunerações superiores às do presidente do Conselho de Administração da empresa. Segundo os dados divulgados, alguns vencimentos chegam aos 18 mil euros mensais, enquanto Nicolau Santos recebe cerca de 8173 euros por mês enquanto presidente da RTP.
Entre outros apresentadores mencionados surgem Tânia Ribas de Oliveira, com uma remuneração indicada de cerca de 10 mil euros mensais, e Jorge Gabriel, que após uma renegociação contratual passou a receber aproximadamente 7500 euros por mês. A sua colega de longa data, Sónia Araújo, surge com um valor estimado de cerca de seis mil euros mensais.
A divulgação destes números voltou a gerar discussão sobre a gestão financeira da televisão pública, que é financiada em parte através da contribuição audiovisual paga pelos consumidores nas faturas de eletricidade. A RTP tem defendido ao longo dos anos a importância do seu papel enquanto serviço público, enquanto os valores salariais divulgados continuam a motivar debate entre diferentes setores da sociedade.


