Quase uma semana depois do drama vivido pelos dois filhos, de cinco e três anos, o pai insiste em manter a sua identidade em segredo, recusando-se a dar a cara publicamente. Apesar de ter quebrado o silêncio em declarações, o homem permanece em França e ainda não conseguiu ver nem confortar as crianças, que continuam assustadas e longe de qualquer rosto familiar.

Segundo revelou o próprio, a demora para reencontrar os filhos deve-se à espera de autorização das autoridades. “Faltam apenas alguns dias para ter os meus filhos de volta. Penso neles a cada segundo desde que a esquadra de Colmar me contactou para informar que estavam desaparecidos”, afirmou, explicando que mantém o telemóvel sempre por perto, pronto para qualquer comunicação das autoridades.
A Euronews adianta que as autoridades francesas já solicitaram o regresso das crianças a França. Serão, portanto, estas mesmas autoridades a decidir o futuro imediato de Zacharie e Barthélémy, podendo os meninos ser entregues ao pai, a um familiar próximo ou permanecer numa família de acolhimento — como acontece atualmente em Portugal.

Importa salientar que a guarda dos menores nunca pertenceu ao pai, mas sim à mãe, Marine Rousseau, atualmente detida no Estabelecimento Prisional de Tires. O homem tinha apenas direito a visitas ocasionais, estipuladas pelo Tribunal de Família de Colmar, decisão da qual já tinha recorrido.
Após o desaparecimento dos filhos, o pai apresentou uma queixa por “sequestro de menores” contra a mãe, reforçando o clima de tensão e incerteza em torno do caso. Enquanto isso, Zacharie e Barthélémy permanecem num limbo emocional, sem o abraço dos pais e tentando compreender a ausência de figuras familiares em meio a este conturbado drama familiar.
O mistério em torno do pai e a complexidade legal tornam o reencontro dos meninos ainda mais delicado, deixando toda a sociedade em suspense quanto ao próximo passo deste caso que tem comovido Portugal e França.
🖤 A prioridade agora é garantir que as crian

