💔⚽ Viúva de Diogo Jota recusa convite de gigantes da televisão: “Só quero sossego no meu canto”

💔⚽ Viúva de Diogo Jota recusa convite de gigantes da televisão: “Só quero sossego no meu canto”

No mesmo dia em que se apresentou a biografia oficial de Diogo Jota na sede da Federação Portuguesa de Futebol, a emoção foi visível não só entre familiares e amigos, mas também nos bastidores do evento. O autor do livro, José Manuel Delgado, revelou detalhes inéditos sobre a força da família e, em particular, sobre a postura firme de Rute Cardoso, viúva do internacional português, perante o assédio mediático internacional.

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De acordo com Delgado, Rute recusou recentemente um convite de uma das maiores cadeias de televisão norte-americanas, demonstrando que, mesmo perante oportunidades globais, a prioridade da família é o respeito pelo luto e pela memória de Diogo Jota. A jornalista e autora da obra explicou que a decisão de escrever a biografia surgiu após o trágico acidente que vitimou tanto Diogo Jota quanto o seu irmão, André Silva, e que a responsabilidade de transmitir a história precisava de sensibilidade e cuidado.

“Quando perguntei à Rute, aos pais e à Isabel se desejavam falar de imediato ou se preferiam esperar algum tempo, a resposta foi simples e desarmante: podia ser já, porque iria doer tanto agora como daqui a alguns meses”, contou Delgado. O autor realçou que a família aceitou colaborar movida pelo amor profundo e pelo desejo de manter viva a memória de ambos os irmãos, mesmo que isso implicasse reviver momentos extremamente dolorosos.

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Rute, que sempre se manteve discreta desde a tragédia, reforçou a sua postura junto da imprensa: não pretende ser centro das atenções internacionais nem transformar a perda em espetáculo mediático. “Só quero que me deixem sossegada no meu canto”, teria afirmado, reafirmando o compromisso de honrar a memória do marido com respeito e dignidade, longe do barulho e da exposição desnecessária.

O livro, que visa eternizar a história de Diogo e André, é também um testemunho do amor da família e da comunidade desportiva, mostrando que é possível celebrar a vida de quem partiu com sensibilidade e emoção, sem ceder à pressão das luzes e câmaras que insistem em transformar dor em espetáculo.

O trabalho de pesquisa levou o jornalista a contactar dezenas de pessoas, desde os amigos de infância de Gondomar e de Paços de Ferreira até aos companheiros de seleção e colegas de escola, incluindo os professores que assistiram ao início do namoro entre Diogo e Rute, quando tinham apenas 15 e 16 anos. No entanto, foi em Inglaterra que José Manuel Delgado percebeu o verdadeiro impacto do jogador.

Ao relatar a sua experiência em Liverpool, o autor descreveu a devoção dos adeptos ingleses: “O Liverpool é um clube que conheceu várias tragédias e que aprendeu a erguer-se sobre a dor. É, além disso, um clube profundamente solidário, historicamente feito de gente do povo, de pessoas que preferem guardar o seu lugar no Kop [Jürgen Klopp], a irem de férias para o estrangeiro ou a jantarem fora. E se fazem tantos sacrifícios para ver ao vivo a equipa do seu coração, pedem apenas uma coisa aos boys in red, que deixem tudo dentro do campo. Ora, se cada adepto do Liverpool tivesse talento para jogar futebol e pudesse entrar na equipa principal do clube, quem gostaria de ser? Diogo Jota.”

A identificação dos ingleses com o avançado português era total: “Porque encarnou sempre os princípios do Liverpool, porque se entregava ao jogo até ao derradeiro limite e porque, embora fosse de Gondomar, dizem eles, para nós era como se tivesse nascido aqui. A nossa vontade era que a bola chegasse sempre ao Diogo, porque ele era aquele que tinha melhor capacidade de finalização. Várias pessoas compararam-no muito ao Robbie Fowler, porque para eles é o melhor finalizador que passou pelo Liverpool.”

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Na reta final da apresentação, José Manuel Delgado partilhou inconfidências com a plateia. A primeira destacou a faceta mais humana de Jorge Mendes, que prestou um apoio incondicional à família de Diogo Jota e André Silva: “Depois da tragédia, independentemente de ter cessado o vínculo contratual que mantinha com Diogo Jota, Jorge Mendes deixou de ser o empresário e passou a ser apenas o amigo, que procurou minorar, de formas que aqui não importa trazer, mas sempre com um carinho tocante, o sofrimento de quem enfrentou uma provação inimaginável. Confesso que, embora estejamos perante o empresário de referência mundial no futebol, este lado de profunda humanidade, que contrasta flagrantemente com o estereótipo associado à função, para mim ficará sempre como uma marca de água de Jorge Mendes.”

A força dos pais também foi enaltecida. Sobre a mãe, Isabel, o autor confessou a intensa emoção do primeiro encontro, e sobre o pai, Joaquim, sublinhou o seu estoicismo admirável perante a dor: “Disse-me há pouco tempo. Se Deus os levou e deixou-nos cá, foi porque entendeu que nós ainda tínhamos alguma coisa para fazer. Se calhar, honrar a memória dos nossos filhos.”

O momento mais marcante ficou reservado para o final, quando o escritor revelou a decisão firme de Rute perante o assédio mediático internacional. A jovem viúva concedeu o seu testemunho apenas para as páginas do livro oficial, rejeitando qualquer exposição pública: “A Rute, que aos 29 anos tem diante de si a tarefa de criar três crianças, e viu num instante a vida voltar-se-lhe do avesso. Com coragem, dispôs-se a falar para esta biografia, naquelas que foram, tal como aconteceu com a Isabel, com o Joaquim e com a Paula, as únicas declarações sobre a tragédia. Há duas semanas, a Rute foi convidada por uma das maiores televisões do mundo, pertencente a uma cadeia norte-americana, para dar uma entrevista sobre a vida que partilhou com Diogo, e que teria divulgação planetária. Recusou. ‘Só quero que me deixem sossegada no meu canto’, disse-me.”