O futebol venezuelano e a comunidade desportiva internacional foram abalados por uma tragédia profundamente dolorosa após a confirmação da morte da família de Lucas Trejo, jogador argentino do Marítimo de La Guaira, na sequência dos fortes sismos que atingiram a Venezuela.
A esposa do atleta, Yanina Maranella, e os dois filhos do casal, Aarón, de 7 anos, e Ainhoa, de 5, foram dados como desaparecidos após o colapso do edifício onde residiam, na zona de La Guaira, uma das mais afetadas pelos abalos sísmicos registados recentemente no país.

Durante dias, Lucas Trejo manteve a esperança de encontrar a família com vida, apelando publicamente por informação e ajuda através das redes sociais. Num dos seus testemunhos mais marcantes, o jogador descreveu a incerteza que vivia, pedindo apoio e acreditando que a família poderia não estar em casa no momento do desastre.
“Não sei nada da minha família. Por favor, orem por eles e partilhem esta mensagem. Quero acreditar que não estavam lá”, escreveu na altura, num desabafo que mobilizou companheiros de equipa, adeptos e comunidade local.
Após mais de 70 horas de buscas, as autoridades e equipas de salvamento confirmaram o pior desfecho: os corpos de Yanina, Aarón e Ainhoa foram encontrados sem vida sob os escombros do edifício onde viviam.
O clube Marítimo de La Guaira confirmou oficialmente a tragédia através de um comunicado, manifestando profundo pesar pela perda da família do seu jogador e agradecendo o respeito pela privacidade num momento de enorme dor.
“O Club Sport Marítimo La Guaira lamenta profundamente a perda da família de Lucas Trejo. Após 74 horas de buscas, foram encontrados sem vida”, referiu a nota divulgada nas redes sociais.

A notícia gerou uma onda de solidariedade no meio desportivo, com mensagens de apoio dirigidas ao jogador argentino e à sua equipa, num momento em que o futebol passa para segundo plano perante a dimensão humana da perda.
O caso ganha ainda maior impacto emocional pelo contexto em que ocorre, numa região fortemente afetada pelos sismos que atingiram várias zonas da Venezuela e que já provocaram dezenas de vítimas mortais e desaparecidos, segundo dados oficiais.
O Marítimo de La Guaira, clube com fortes ligações históricas à comunidade portuguesa na Venezuela, junta-se agora ao luto nacional e internacional, num episódio que deixa marcas profundas no desporto e na comunidade emigrante ligada à região.

Num momento de dor coletiva, multiplicam-se as mensagens de condolências a Lucas Trejo, cuja vida pessoal foi abruptamente atravessada por uma tragédia que chocou o mundo do futebol.


