A Polícia de Segurança Pública está de luto pela morte da comissária Ana Vieira, que faleceu este sábado aos 36 anos, vítima de uma doença prolongada contra a qual lutava há cerca de um ano.
A partida da oficial deixou profundamente consternados os colegas e todos aqueles que acompanharam o seu percurso dentro da PSP, onde desempenhou funções de grande responsabilidade e se destacou pela competência, liderança e dedicação ao serviço público.
Ana Vieira era comandante do Grupo Operacional Cinotécnico da Unidade Especial de Polícia, uma função de elevada exigência que envolvia a coordenação de equipas especializadas na busca e deteção de explosivos.
A sua carreira na PSP tinha começado vários anos antes. Entre 2011 e 2015, desempenhou funções como comandante de esquadra na Divisão de Sintra, onde assumiu responsabilidades de liderança e contacto direto com a atividade operacional.
Em 2016, deu um novo passo no seu percurso profissional ao integrar a Unidade Especial de Polícia. Foi nessa estrutura que viria a assumir o comando do Grupo Operacional Cinotécnico, ficando responsável, entre outras funções, pela instrução dos binómios especializados em busca e deteção de explosivos.
O trabalho desenvolvido por Ana Vieira levou-a a participar na segurança de alguns dos maiores eventos realizados em Portugal. Entre as operações em que esteve envolvida encontram-se a Web Summit, o Festival da Canção e a Liga das Nações, eventos que exigem complexos dispositivos de segurança e elevada preparação operacional.
A sua especialização e capacidade de liderança fizeram com que fosse reconhecida dentro e fora da instituição.
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Em 2021, Ana Vieira foi uma das mulheres das Forças de Segurança homenageadas pelo ministro da Administração Interna, numa distinção que reconhecia precisamente a capacidade de liderança demonstrada ao longo da sua carreira.
A homenagem representava o reconhecimento de um percurso profissional construído num universo particularmente exigente, onde a responsabilidade e a capacidade de tomar decisões sob pressão são fundamentais.
Nos últimos meses, porém, Ana Vieira enfrentava uma batalha pessoal contra uma doença prolongada. Durante cerca de um ano, lutou contra a doença, enquanto colegas e pessoas próximas acompanhavam a sua situação.
Aos 36 anos, a sua partida interrompe uma carreira que ainda tinha muito para oferecer à PSP e à segurança pública portuguesa.
Para além da competência profissional, Ana Vieira deixa também a memória de uma mulher que ocupou posições de liderança num setor onde a exigência operacional é permanente.
A sua ligação à Unidade Especial de Polícia e ao Grupo Operacional Cinotécnico marcou uma etapa importante do seu percurso, sobretudo pelo trabalho desenvolvido na formação dos binómios de busca e deteção de explosivos.
A morte da comissária representa assim uma perda profunda para a PSP e para todos os profissionais que trabalharam consigo ao longo dos anos.
Ana Vieira será recordada pela dedicação à profissão, pela capacidade de liderança e pelo contributo que deu em operações de segurança de alguns dos eventos mais importantes realizados em Portugal.
Aos 36 anos, parte demasiado cedo uma profissional que dedicou grande parte da sua vida ao serviço público e que deixou uma marca importante na instituição que representava.

