“Ainda espero pelo beijo do meu filho”: mãe de Rui Pedro mantém esperança 28 anos depois do desaparecimento

“Ainda espero pelo beijo do meu filho”: mãe de Rui Pedro mantém esperança 28 anos depois do desaparecimento

Rui Pedro: 13 anos depois, a tortura de uma mãe - TVI Notícias

O desaparecimento de Rui Pedro continua a ser uma das histórias mais marcantes e dolorosas da sociedade portuguesa. Décadas depois de o menino de Lousada ter desaparecido, a mãe, Filomena Teixeira, mantém viva a esperança de voltar a abraçar o filho e recusa aceitar que o tempo tenha apagado a possibilidade de um reencontro.

Rui Pedro Teixeira Mendonça tinha apenas 11 anos quando desapareceu, a 4 de março de 1998, em Lousada, no Norte do país. O caso tornou-se um dos maiores mistérios investigados em Portugal e mobilizou durante anos autoridades, familiares e uma comunidade inteira que nunca deixou de procurar respostas.

Passaram-se muitos anos desde aquele dia, mas para Filomena Teixeira a espera continua presente todos os dias. A mãe do menino desaparecido garante que nunca perdeu a esperança e que continua a acreditar que ainda poderá voltar a ver o filho.

“Ainda espero pelo beijo do meu filho”, é uma das frases que resume a dor e, ao mesmo tempo, a força de uma mãe que nunca desistiu.

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Apesar do passar do tempo, Filomena continua envolvida na procura por Rui Pedro e mantém o apelo para que qualquer informação possa ajudar a esclarecer o que aconteceu naquela tarde de março.

O caso judicial também sofreu alterações profundas com o passar dos anos. As autoridades já não podem responsabilizar criminalmente possíveis envolvidos por alguns dos crimes que chegaram a ser equacionados durante a investigação, incluindo homicídio, abuso sexual ou tráfico de pessoas, devido à prescrição dos prazos legais.

No entanto, para a família, a procura nunca terminou. A ausência de respostas definitivas não diminuiu a determinação de Filomena, que continua a defender que o desaparecimento do filho não pode ser esquecido.

Numa entrevista concedida a Manuel Luís Goucha, no programa “Goucha”, da TVI, a mãe de Rui Pedro voltou a falar sobre a esperança que mantém intacta.

“Tenho uma medalha que diz que a esperança nunca morre. Podem chamar-me louca, mas ainda não perdi a esperança”, afirmou Filomena, numa declaração marcada pela emoção.

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Ao longo dos anos, a mãe de Rui Pedro tornou-se um símbolo da luta de muitas famílias que procuram respostas sobre desaparecimentos. A sua persistência chamou a atenção para a importância da continuidade das buscas e para a necessidade de manter vivos casos que permanecem sem solução.

Para Filomena, o tempo não apagou a imagem do filho nem o amor que sente por ele. Cada aniversário, cada data marcante e cada nova informação representam mais uma oportunidade para acreditar num reencontro.

O caso Rui Pedro continua assim a ser uma ferida aberta em Portugal. Uma história marcada pela dor, mas também pela força de uma mãe que, mesmo depois de tantos anos, continua a esperar pelo momento que mais deseja: voltar a abraçar o filho.